Primeira expressão

E ele chegou. O mês de setembro. Mês das flores, afinal daqui a pouco chega a primavera. Então que venha com toda energia para colorir nossas praças, jardins, campos, ambientes, vida. É muito bom sentir o perfume que exala das flores e nos contagia, nos encanta…Setembro, para mim, é assim.

Ontem, dia 31 de agosto, Uberlândia completou 130 anos de emancipação política. Uma cidade que já mostrou e continua mostrando seu grande potencial. A cidade de Uberlândia foi emancipada de Uberaba no final da década de 1880. É também a principal e maior cidade do Triângulo Mineiro. Conta ainda com localização geográfica privilegiada, já que, com a sua malha rodoviária, está ligada aos grandes centros nacionais, como São PauloRio de JaneiroBelo HorizonteGoiânia e Brasília. Os maiores centros econômicos do Brasil contam com Uberlândia como ponto de ligação.  O município tem ainda uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Uberlândia Esporte Clube, fundado em novembro de 1922, além da equipe de vôlei, campeã brasileira que pertence a um dos clubes da cidade e que tem história. Uberlândia é destaque no turismo, com seus diversos atrativos culturais, naturais e arquitetônicos. Alguns dos principais pontos desses encantos são o Mercado Municipal, o Parque do Sabiá, Parque Municipal Victorio SiquierolliPraça Clarimundo CarneiroPraça Tubal Vilela, Praça da Bicota/Rosário e a famosa avenida Rondon Pacheco. Um dos principais eventos culturais é a Congada, tradicional e reconhecida em vários lugares do país, além das festividades da Folia de Reis, entre outros. O município possui destaque também no turismo de negócio em escala nacional.

Fiz questão de dar uma pincelada bem sucinta na história do município. Não por demérito, jamais, mas porque apesar de muitas conquistas, acredito que ainda há muito para ser feito para e pela cidade. Uberlândia já viveu tempos bem diferentes nos setores da saúde, educação, segurança, economia, social, entre outros. Já fomos considerados o município nota 10 em merenda escolar. Exemplo para o setor de saúde, quando da criação das UAIs (Unidades de Atendimento Integrado), que começou no bairro Planalto. Lamentavelmente, nas escolas públicas, segundo relatos de membros da comunidade escolar, está faltando alimento para uma merenda mais completa. Muitas unidades tem contado com a ajuda de supermercados, sacolões, que existem nos bairros. E os profissionais das escolas, responsáveis pela merenda, se desdobram para fazer o máximo com o mínimo. Nas UAIs, atendimento deficitário, convênios e/ou parcerias que nem sempre correspondem às necessidades da população que precisa, merece e tem direito a saúde de qualidade. Remédios de uso contínuo nem sempre são encontrados. Falta de leitos, inclusive de UTI, que nem por meio de liminares, tem sido cumprida. Profissionais do setor, muitas vezes insatisfeitos pela falta de valorização, pela sobrecarga de horas de plantões. Gente como entender isso? Cortes de verbas oriundas dos governos Federal, Estadual e de outras receitas. Tudo isso atinge diretamente os que mais precisam.Precisamos comemorar sim o aniversário da cidade em que moramos e  que nos oferece muitas oportunidades, mas também precisamos ficar atentos, participar, acompanhar, cobrar daqueles que nos representam ou que deveriam nos representar. Hoje estou citando apenas essas duas áreas, mas logicamente que vamos falar também das outras, tão importantes quanto essas. O que acontece com os governantes do Executivo, do Legislativo e do próprio Judiciário? Independente de partidos políticos, porque os “partidos” não governam, mas quem os representa sim. Certamente que estamos vivendo momentos difíceis, mas vocês já pararam para pensar que essas dificuldades também têm a nossa participação? Pensem bem. Uma cidade, um estado, uma Nação não é “território de ninguém ou de um único dono”. Para que a engrenagem de uma máquina funcione é preciso estar alinhada, lubrificada, correta e mesmo assim, ainda pode falhar. É aí que eu e você entramos. Se alguém se propõe a “colocar a mão na massa”, coordenar essa máquina tem que, em primeiro lugar, ter auxiliares dispostos, comprometidos com a eficiência, sem pensar apenas nos rendimentos, “na paga” que virá como consequência do que foi bem executado. Quando ocorre a inversão de valores, já está fadado ao fracasso. Para isso é fundamental que nós participemos de todo o processo, avaliando quem se propôs a essa missão, quem o acompanha nessa empreitada e o mais importante fiscalizar, exigir pelo que pagamos por meio de impostos, trabalho, tudo. Em síntese, nós somos o reflexo daquilo que optamos em fazer ou que delegamos o poderio para que seja feito. Parece complexo, mas não é. Tenho certeza que se fizermos essas reflexões, olhando, por exemplo, para dentro da nossa casa, do nosso trabalho, vamos melhorar o resultado das más e inconsequentes escolhas que fizemos. Não existe como fugir disso quando se vive em sociedade. Por hoje é isso, mas ainda vamos falar muito mais sobre essas e outras áreas públicas que as pessoas precisam, merecem e tem, sobretudo, direito. Aqui é Cássia Bomfim…e viva a livre manifestação do pensamento.

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