Dom Pedro I e a Independência do Brasil

A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data, o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo. Entretanto, foi a princesa Leopoldina quem arquitetou tudo e assinou o decreto.

Causas:

– Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;
– Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa no Brasil;
– Tentativa da Coroa Portuguesa em recolonizar o Brasil.

A Proclamação da Independência

Ao viajar de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, D. Pedro deu seu famoso grito, às margens do riacho Ipiranga: “Independência ou Morte”!

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Pós Independência

– D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;
– Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;
– Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrários à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais.

O historiador e escritor Paulo Rezzutti acaba de lançar o livro “D. Leopoldina: a história não contada” que revela o papel da princesa na Independência do Brasil.
A mulher que era vista como traída, santa e paciente agora ganha destaque na história brasileira com a revelação de documentos inéditos.

O papel de Leopoldina no Império e a Marquesa de Santos, a amante

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Leopoldina era a frente do seu tempo, ela era fruto do seu tempo e de sua educação. A única diferença dela para as outras mulheres de sua época foi o papel de protagonista que agora está sendo notado nela e como ela se distinguiu admiravelmente nesse papel devido ao seu preparo. Até hoje os livros de história do Brasil mencionam ela como “esposa de D. Pedro I” ou “mãe de D. Pedro II”. Não apenas ela, mas a mulher de uma maneira geral, segundo nossa história, parece que só merece ser mencionada quando é um apêndice de alguém: “filha de fulano”, “esposa de beltrano”, “mãe de ciclano”. A história resgatada e contada pelo historiador e escritor Paulo Rezzutti, dá conta de que D. Leopoldina é uma parte ínfima da história das mulheres do Brasil que foram apagadas. Como ela, existiram outras milhares de protagonistas que foram esquecidas. Como imperatriz do Brasil, filha de imperador, esposa de imperador e mãe de um futuro imperador, desse um escândalo público a respeito da marquesa de Santos, isso abalaria a imagem da monarquia. Para entendermos um pouco melhor essa questão, basta lembrarmos que o tio da atual rainha da Inglaterra teve que abdicar do trono para poder se casar com uma mulher divorciada e a família lhe virou as costas porque ele pensou nele próprio e não no bem da dinastia e do seu povo. Toda e qualquer mágoa que D. Leopoldina teve a respeito da infidelidade de D. Pedro ela não externou publicamente pois isso seria uma mácula a imagem pública da monarquia brasileira.

Dom Pedro I, um bom imperador
Dentro do que ele conseguiu fazer com os políticos que ele dispunha sim. A constituição que ele outorgou ao Brasil, por exemplo, foi a de mais longa duração de toda a sua história. Saneou as contas públicas, estruturou o exército, fomentou a imigração etc.

Depressão, partos difíceis e a morte de Leopoldina aos 29 anos
Os problemas iniciais da sua última gravidez, seu estado de depressão grave, aliado aos tratamentos rudimentares da época usados pelos médicos na tentativa de salvá-la foram elementos que, somados, acabaram por levá-la a óbito.

Minhas Expressões: Um país com tantas riquezas, com quase dois séculos de Independência e tendo como evidência uma mulher neste processo, ainda tem muito para caminhar. D Leopoldina protagonizou um momento único onde demonstrou mais sabedoria, visão de governo e sobretudo de futuro. Sem nenhum pretencionismo ao feminismo ou atos radicais, não posso me furtar em dizer que a Independência do Brasil serve para refletirmos sobre a real e comprovada capacidade da mulher em coordenar muito mais do que uma casa ou uma família. No meio profissional, ainda bem que tem mudado, esta “barreira de gênero” não pode e não deve existir. Sagacidade, competência, capacidade não podem ser méritos de homem ou mulher ou de outro gênero. É uma conquista e um mérito do esforço, dedicação e conhecimento do ser humano. Não podemos concordar com tantos atrasos, em pleno século XXI, da ascenção feminina. Mas, aproveito também para dizer que a valorização do ser humano mulher começa com ela própria. Porque nos sujeitamos, ainda, a ser chamadas de “cachorras, vadias e coisas do gênero em algumas “letras” de música e pior muitas ainda fazem parte do “balé” ou se exibem como troféus? Porque aceitamos que para trabalhar temos de ser “padrão X ou Y”, cabelo assim ou assado? Porque se sujeitar as agressões físicas, verbais e morais por parte de companheiros e até patrões ou colegas (chefes) de trabalho? E ainda existem muitas outras situações deprimentes que já não cabem mais neste século. Por isso hoje me expresso trazendo à memória o que e quem, há 196 anos já mostrava ao mundo que a mulher é capaz, é inteligente e não precisa se vulgarizar ou se rebaixar ou até se masculinizar para ocupar o espaço que pode ser seu por mérito e conquista. Aqui é Cássia Bomfim e viva e livre expressão do pensamento…

Fonte: Historia do Brasil.net

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