O que esperar?

 

Nesse fim de semana, na verdade desde quinta-feira (06), estive refletindo sobre a situação que estamos vivendo nesse processo eleitoral. Um candidato à Presidência do Brasil é atacado e quase perde a vida. Independente de “paixões” ideológicas ou favoritismo de A ou B, fico imaginando o que esperar do nosso sistema? Sim, o sistema que obviamente é dirigido ou administrado por cidadãos que, às vezes, se sentem acima do bem e do mal. A que ponto chegamos pela luta ao poder, ao domínio e até mesmo à ganância exacerbada de alguns? O nosso Brasil não merece isso. O povo brasileiro não precisa disso. Um ser, que se diz humano, partir para atos tão desprezíveis e aterrorizantes. Aí surgem as perguntas: Somos mesmo um país democrático e de direito? Exercemos essas máximas com sabedoria? Será que temos que voltar à idade da pedra, onde tudo se resumo a olho por olho e dente por dente? Creio que não. É inadmissível que nossa capacidade intelectual seja tão medíocre.

Breve recordação:

 

– 1954 – morte de Getúlio Vargas, que a história narra como suicídio (entre os dias 23 e 24 de agosto de 1954)

– 1976 –  No dia 22 de agosto de 1976, Juscelino Kubitschek  (JK)  morre em um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra. Até hoje existem discussões de que ele teria sido alvo de conspiração e assassinato.

– 1985 – Tancredo Neves, a história (noticiários e assessores) informam que ele estava com diverticulite, mas insistia na campanha. No dia 14 de março, foi internado para uma cirurgia de emergência e no dia 21 de abril, depois de 38 dias, não resistiu.

– 1992 – No dia 12 de outubro, o helicóptero que levava Ulysses Guimarães, sua esposa, o ex-senador Severo Gomes e a mulher, sofreu um acidente e caiu em Angra dos Reis. Todos morreram, incluindo o piloto. Entretanto, o corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado.

– 2014 – Em agosto de 2014, quando viajava em para Santos, no interior de São Paulo, em um jato particular, o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), também perde a vida após a aeronave cair em uma área residencial.

– 2018 – Véspera do dia da Independência, interior de Minas Gerais, o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, sofre uma tentativa de homicídio durante campanha na cidade de Juiz de Fora.  

É óbvio que tragédias acontecem. Aqui fiz um breve resumo de políticos que pleiteavam e/ou estavam em “posições majoritárias”, sem contar outros crimes ou tentativas em outros estados do país, como a do prefeito Celso Daniel…Mas o que me chama a atenção, já que não sou policial, nem promotora, nem algo semelhante, são as formas, as circunstâncias, as épocas e porque não arriscar em dizer até, as conveniências, em que tudo aconteceu. Não posso afirmar, nem negar absolutamente nada, mas posso pensar, analisar, refletir, afinal a Constituição Brasileira, de 1988, em seu Artigo 5º Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:  IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;” me garante isso. O que pretendo é nada mais que buscar a reflexão de todos, a começar por mim. Você concorda que não dá mais para termos “políticos profissionais”. A política é, sem dúvida uma arte, um desejo, uma vontade de servir a todos e não apenas a uma meia dúzia. Política não é profissão, não pode ter “direitos assegurados na CLT”. Quem garante alguma coisa sou eu e você que escolhemos e elegemos nossos representantes. Todos, sem exceção, devem obrigações e prestações de contas a mim e a você. De repente, quando um ou outro tenta “ser diferente” ou busca fazer algo mais pelo coletivo, pode encontrar sérios problemas. Além  disso, se essa pessoa contrariar os interesses espúrios de determinados grupos, também não serve. Em contrapartida, fico me perguntando: porque as Leis brasileiras, votadas e aprovadas pelo Congresso, servem para o “zé”, mas têm brechas enormes para o “mané”? É lógico que nessas mais de três décadas trabalhando em diversos setores, em especial da comunicação, já vi, já ouvi e já convivi com situações em que você teria dois sentimentos: nojo e revolta ou conformismo. Hoje sei os malefícios e benefícios que pude presenciar e até repudiar. O que desejo, no fundo do meu coração, é que eu e você tenhamos discernimento necessário para pensarmos no nosso país, na nossa futura geração. A única certeza que tenho é de que somos o melhor e maior país para se viver, em todos os sentidos. Temos todas as condições de sermos o celeiro do mundo e aí eu pergunto: Então, o que nos falta? O que eu e você podemos fazer para que isso se torne realidade? Aqui é Cássia Bomfim e viva a liberdade do pensamento.

Foto Eduardo Campos: Wilson Dias/Agência Brasil / Outras imagens: Wikimedia Commons/ Celso Daniel: Revista Veja e Jair Bolsonaro: Jornal O Sul

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