Júri popular – Depois de três anos, o vigilante Willian Sena da Silva, senta no banco dos réus em Uberlândia-MG

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Tudo começou com um desaparecimento. Era manhã do dia 06 de setembro de 2015, domingo. A princípio, apesar de não ser “normal” uma pessoa simplesmente sumir do nada, os familiares da consultora de vendas de produtos de beleza, Deiviane da Silva Melo, 36 anos, jamais poderiam acreditar na barbárie que estava por vir. Ninguém previa que os piores momentos, a dor e o desespero estavam se aproximando. Natural de Coromandel-MG, ela era casada com o vigilante, Willian Sena da Silva, 45 anos, a jovem tinha um futuro pela frente, sonhava com novas conquistas pessoais e profissionais, era mãe de um garoto de 13 anos, vivia de bem com a vida, embora tivesse passando por conflitos no casamento, mas nada que justificasse tanta violência. Deiviane Melo não imaginaria terminar a vida de forma tão brutal e covarde. Na manhã de segunda-feira, dia 07, a polícia é chamada no Distrito Industrial, zona norte da cidade, motivo: Um corpo carbonizado, possivelmente de uma mulher, foi encontrado em um terreno baldio. Imediatamente, familiares da consultora de vendas foram até o local e reconheceram o corpo da jovem. Uma das provas eram pedaços de tecidos e pertences pessoais, como o plástico azul que era usado para cobrir o carro dela, já que o fogo deixou o corpo irreconhecível. A crueldade sem tamanho, Deiviane foi estrangulada e queimada ainda viva, conforme laudos da Perícia da Polícia Civil de Uberlândia, que também realizou o exame de DNA. Não haviam mais dúvidas, o que parecia inaceitável, era mesmo uma realidade dura, cruel e sem qualquer justificativa.

Por outro lado, Willian Sena, não deixou transparecer nada. Pelo contrário, parecia tranquilo, mas teve tempo para fugir. Aí eu pergunto: nem mesmo o filho de 13 anos foi capaz de frear tal monstruosidade? Mas o “passeio” de Willian não durou muito. A Delegacia de Homicídios, chefiada por Rafael da Silva Herrera instaurou inquérito e os trabalhos de toda a equipe foram se intensificando com as investigações. Depois de colher materiais na cena do crime, na casa do casal e outros procedimentos pertinentes ao caso, o delegado Herrera informou que o exame com luminol apontou vestígios de sangue no carro do suspeito, que está apreendido, e sobre o colchão. “Foram quantidades pequenas, mas pela investigação, o casal teve um desentendimento devido a ciúmes. Ele a estrangulou ainda no quarto, foi enrolada com saco plástico e levada ao local onde foi queimada, ainda viva”, afirmou o delegado. Herrera disse ainda que diante das provas verificadas no inquérito, imagens e depoimentos apontaram a autoria do marido de Deiviane Melo, William Sena. “Ele compareceu à delegacia e explicou a versão dele que em seguida, os investigadores saíram a campo e conseguiram desmentir tudo o que ele falou no depoimento do inquérito policial”, concluiu o delegado.  No dia 18 de março de 2016, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, Willian Sena da Silva foi preso e transferido para Uberlândia. Ele teve, conforme previsto em Lei, todas as oportunidades de defesa, mas esgotadas todas as argumentações, a Justiça decide que o vigilante vá a Júri Popular e que aguarde o julgamento, preso. Desde então, ele está recolhido no Presídio Professor Jacy de Assis. Willian foi acusado de homicídio qualificado por motivação fútil, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, insidioso ou cruel e feminicídio, além da ocultação de cadáver. Durante todo o processo, o advogado de defesa chegou a defender a hipótese de inocência do seu cliente, alegando inclusive a existência de um provável amante. Outra alegação estapafúrdia foi uma dívida de R$10 mil em produtos que a vítima havia adquirido para trabalhar, tentando induzir para uma culpabilidade da cunhada de Deiviane, movida por inveja…

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Meu Deus, quantos absurdos, quantas falácias, quanta maldade e crueldade de seres que se intitulam “humanos”. Para a família de Deiviane só restou a dor, a saudade e o desejo de que Willian Sena seja condenado à pena máxima. Conversei, por telefone, com um dos membros da família, que por respeito não vou identificar. Ela me disse que: “Estamos aguardando e com fé em Deus e na Justiça. Todos estão sofrendo. Fazem três anos que essa monstruosidade aconteceu. O filho deles, hoje com 15 anos, está fazendo tratamento, é muito calado, a avó dele chora, mas temos a certeza de que a justiça será feita. Infelizmente ela, Deiviane, não irá voltar, mas que esse “monstro”, não irá mais matar ninguém”, desabafou. Então quero perguntar a você, que me acompanha aqui nesse canal: E a família de Willian Sena? Sabemos que a destruição foi devastadora, mas tenho a certeza de que nenhuma mãe, ninguém jamais espera uma atrocidade tão grande. Sei que a mãe dele também está sofrendo, mas também posso afirmar que para ela, mesmo com muita dor no coração, que a Justiça seja feita. Aqui é Cássia Bomfim e minhas Expressões.

*Fotos: Robert Leal-TJMG,Facebook, Jornal Gazeta e Uipi

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