A PMU abre processo seletivo para 2019 na área de Educação

Educadores que estão aguardando uma oportunidade para ingressar no mercado de trabalho já podem ir se preparando porque a Secretaria de Educação, da Prefeitura Municipal de Uberlândia, publicou no Diário Oficial do município edital de processo seletivo simplificado para contratação, por tempo determinado, para o cargo de educador infantil* (especialidade educador infantil 2). Os aprovados irão compor um cadastro reserva que será utilizado na organização do ano letivo de 2019. 

Como participar

Para inscrever-se gratuitamente o candidato deverá acessar o endereço eletrônico http://www.uberlandia.mg.gov.br, clicar no link “Inscrições, Concursos e Seleções” e preencher a ficha eletrônica referente ao cargo pretendido. Entre os requisitos, os candidatos devem ter cursado o ensino médio na modalidade normal (equivalente ao Magistério), curso normal superior ou de Pedagogia. A jornada semanal de trabalho é de 25 horas e o valor do vencimento é de R$ 1.611,88. As inscrições serão realizadas a partir das 12h do dia 17 de setembro com encerramento às 12h do dia 28 do mesmo mês.

Processo seletivo

O processo seletivo terá prova objetiva de múltipla escolha de caráter eliminatório e classificatório, contendo questões de conhecimentos específicos, legislação e língua portuguesa. O dia, o local e o horário da prova serão divulgados no endereço site portal da Prefeitura – http://www.uberlandia.mg.gov.br (Inscrições, Concursos e Seleções). É importante ressaltar que entre as atribuições do cargo consta auxiliar o professor no desenvolvimento das atividades lúdicas e pedagógicas, incentivando a criatividade e a habilidade, entre outros, para possibilitar o desenvolvimento intelectual, psicomotor e social da criança.

 

A notícia pode ser uma opção para quem precisa e deseja exercer esta função – educador. Aliás, uma profissão que há muito tempo não recebe o valor que merece. Estive refletindo aqui e me recordei de como o ensino, principalmente o público, era diferente. Pelo menos para a minha geração. Você se lembra de como nos comportávamos dentro de uma sala de aula? O respeito para com os nossos educadores era bem diferente…é, às vezes, sinto falta do respeito, da dedicação e da valorização deles nas nossas “intermináveis” explanações de história, geografia, português, matemática, química….e moral de cívica. Uma certeza a gente tinha: aprendíamos (lógico com exceções). Mas o que me encantava mesmo é que além da grade curricular, mesmo desde os 06 anos (pré escola), aprendíamos o que era ser cidadãos. Aprendíamos o que significava amor e respeito à Pátria, aos mais velhos (idosos), às Leis e muitas outras coisas que nos ensina a nos tornarmos mais responsáveis, conscientes do nosso papel na sociedade… que saudades eu tenho dos meus grandes e valorosos mestres. Ah, não podemos nos esquecer do compromisso e participação dos pais. Reuniões eram “sagradas” e não tinha mi mi mi, nem bate boca. Os responsáveis pela criança e adolescente, ouviam, questionavam e tomavam providências. No outro dia, o(a) aluno(a), chegava na escola “pianinho” e com outra postura – aprender -. E isso também eu vivi, porque também fui professora. O tempo foi passando, a tecnologia se aprimorou e com ela, grandes avanços importantíssimos para as novas gerações e também para nós, mas fico pensando a que preço? Será que éramos felizes e não sabíamos?  Eu penso que tudo tem pros e contra. Não podemos, nem devemos jamais colocar em “xeque” o desenvolvimento em todos os setores, mas não é nesse sentido que questiono. Levanto mais a questão moral, presencial, participativa e responsável da nossa comunidade escolar. Pense comigo: escola não é a casa, o lar do estudante. A escola é o local onde ele precisa e deve aprender, adquirir conhecimentos científicos e empíricos. Aprender trabalhar em grupo, socializar, trocar experiências e até ensinar. Tudo isso com a base que é o educador, mas lamentavelmente, existem inversões severas de valores. Não é fazer o aluno um “boneco” repetitivo, mas pensador, criador, questionador e humano. Muitas pessoas (pais e responsáveis) acham ou querem que a escola eduque a criança, tirando de si esta tarefa. Está errado. Sabe aquele jargão: “educação vem de berço”, é a mais pura verdade. É inadmissível  que o professor exerça esse papel. Ele também tem vida própria. Existem escolas que viraram verdadeiros “ringues” de luta livre, inclusive com ataques a professores, diretores ou a qualquer um que tentar intervir. Por outro lado têm também os “educadores” que não estão nem aí com nada. “Cumprem horário” e pronto. Outros se dedicam, estudam, especializam-se, investem em graduações, mas não são valorizados, reconhecidos financeiramente, emocionalmente e muito menos pelos pais ou responsáveis, sem contar a própria hostilidade e agressões físicas e verbais que estão sujeitos. É um absurdo. É necessário e primordial que transformemos essa realidade. Você já parou para pensar que se conquistou uma carreira, uma profissão, um reconhecimento hoje, você deve a um professor? Foi ele que lhe ensinou o beabá, a primeira frase, o primeiro texto? E assim por toda a sua formação, cada um no seu cada qual. Por isso gente, vamos nos reavaliarmos para que os nossos próximos filhos, netos, bisnetos não se percam e que possam erguer a cabeça e dizer: sou cidadão, fui educado em casa e aprendi como ser alguém profissional, na escola. Aqui é Cássia Bomfim e minhas Expressões. Viva a a liberdade do pensamento…

*Fonte e fotos: Secom e arquivos

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