Onde estão os ovos do meu ninho?

uberlandia

Sempre fui uma pessoa temente a Deus, humana e com muito senso de justiça, mesmo que não seja para mim. Entretanto e com muito pesar, ao longo dos anos de experiências, adquiridas com a minha profissão, descobri que o ser humano não é completamente ruim, nem completamente bom. Por vezes passamos por experiências desagradáveis e acabamos nos tornando até “insensíveis”, perante os olhos de quem está de fora de determinada situação. E nesse momento trago à memória um ditado popular: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Nesse final de semana vivi, juntamente com outras pessoas, uma experiência desagradável, triste e bastante constrangedora. Fim de semana, você se prepara para sair de casa para descansar com a família, ter momentos de lazer e descontração, afinal você é um trabalhador e tem o direito a folga. De repente, quando retorna para o aconchego do seu lar, descobre que invadiram o local mais sagrado da sua família. A primeira reação é perplexidade diante de tanta covardia. Você toma um tremendo susto. As pernas tremem, o coração acelera, os sentimentos se misturam entre raiva, desalento, sensação de impotência total. Aí, você ainda atônito, vai conferir os estragos e também descobre que não foi a única família lesada. Seus vizinhos e outros anônimos também estão vivendo o mesmo disabor. Sem nenhum escrúpulo você foi invadido, violentado no mais íntimo de sua vida: seu lar. Os prejuízos materiais são grandes, arrombam portas, vasculham armários, gavetas, tudo que vêm pela frente. Agem como um tsunami, pegam tudo que “acham ter direito de levar.”. Nesse momento você tem a sensação de que seus sonhos foram destruídos. O que fazer? A quem recorrer? Como proceder diante de tanta maldade? Sem o menor pudor subtraem objetos de valor financeiro e sentimental, bagunçam tudo, quebram, destroem e fogem como “ratos de esgoto”. Infelizmente, ainda há casos em que eles cometem atrocidades que deixam marcas profundas, sequelas irreversíveis. Matam,violentam,espancam… Então eu pergunto: e aí, o que você faria? Além de tudo isso, ainda existem pessoas que expressam frases como: “coitados, são vítimas da sociedade, não tiveram oportunidades, são marginalizados”…Como assim? Alguns chegam ao ponto de dizer tanta asneira, tanta hipocrisia que nem vale a pena transcrever aqui. São palavras e discursos completamente fora do contexto. Pois bem, para esses eu faço algumas ponderações: Coitados, porque não querem nada com a dureza? Vítimas. De que? Só se for deles próprios. Da incapacidade de ser alguém, de ser produtivo, de querer vencer na vida com dignidade, de ser ruim. As verdadeiras vítimas somos eu e você, cidadãos que levantam cedo, vão à luta para mais um dia de trabalho, seja no que for, desde que seja honesto. Ter a sensação do dever cumprido, orgulho de retornar ao lar e saber que o pão da sua mesa foi conquistado com o suor do seu rosto. Vítimas são os que labutam de segunda a segunda para alimentar os filhos, preparar e planejar o futuro para a família com base na moral, na ética, na educação, na hombridade, respeitando valores e não invertendo-os. Nesse momento, os suspeitos, acusados, “bandidos”, dizem que não tem emprego, não conseguem nada… você pode até, eu sei que isso ocorre sim, não encontrar emprego, mas trabalho, meus amigos, sempre tem. O problema é que acostumamos muito mal alguns desses “coitados”, deixamos que eles vivam no “bem bom”, porque fazemos um barulho enorme para que os governos criem políticas públicas que em muitos casos (com exceções, claro) são para inglês ver. Projetos fadados ao fracasso, eleitoreiros que ao invés de ajudar, acabam por custear a indústria da mendicância e o aumento da prática de crimes. Sabem porque? Porque “tudo pode”, tudo tem uma desculpa esfarrapada. Começam assim: “eles são maltratados, eles têm direito ao auxílio reclusão, eles tem família, eles precisam de visitas íntimas,  eles, eles…Sempre eles, os injustiçados”… E eu e você? Quais são os nossos direitos? Ficar calados, não podemos sequer desabafar, porque ofende os “coitados” que não sabiam de nada, que foram ajudar “um cara” que pediu para guardar alguns objetos para ele (receptação)… porque isso, porque aquilo, porque a polícia me forçou, disse que eu sou suspeito…porque eu sou negro, porque eu sou homossexual, porque eu sou pobre, porque eu sou feio…Tudo isso para tentar justificar o injustificável. Enquanto isso, eu e você estamos ali fazendo “papel de idiotas”, sofrendo constrangimentos, nervoso, aguardando a burocracia, que só atrasa o processo. Tudo falácia, balelas. Falo por experiência própria. Eu sei muito bem o que é não ter dinheiro para comprar o básico. Não poder passear com a família, ir a uma sessão de cinema, porque o que se ganha está comprometido e nem por isso, a gente sai por aí cometendo crimes, afrontando famílias, roubando, furtando, destruindo sonhos. Com todos esses atropelos ainda tem eles, a alegria dos “vitimizados”: Direitos Humanos…que humanos? Aquele humano que te lesou? Aquele humano que tirou a vida de um pai e de uma mãe de família? Aquele humano que estuprou, aterrorizou uma adolescente, uma criança? Aquele humano que tem DIREITOS, garantidos pela Constituição de 1988? Sim. Ele. Em primeiro lugar quero dizer que é urgente e notória a necessidade de rever o papel, a funcionalidade destas comissões de Direitos Humanos, esta inversão de valores que é absurda. Os cidadãos como eu e você, que pagam impostos, que produzem e alavancam a nação, têm que ficar “presos” dentro de suas casas, não podem levar os filhos para um fim de semana diferente, porque correm o risco de não encontrar nada quando retornarem aos seus lares. É, porque quando esses indivíduos “tão bonzinhos” estão lá fora, porque foram “inocentados”, não deu flagrante, são primários, ficam preparando mais um bote certeiro. E engraçado, porque sempre alegam um beabá de motivos, mas dinheiro para contratar advogados eles têm de sobra. Inclusive em muitas ocorrências, os “suspeitos” (embora a polícia encontrou material com eles), saem primeiro do que eu e você das delegacias e ainda lançam aquele olhar intimidador, mas você não pode sequer olhar para eles. Ainda existem interpretações nas leis que em determinado crime, cabe fiança e “eles, os coitados,” pagam na maior tranquilidade. É isso mesmo? Até quando teremos de suportar isso? Até quando o “lobo mal irá vencer o chapeuzinho vermelho”? E onde estão “nossos representantes legais”, eleitos para cuidar do povo? Vocês vão continuar compactuando com isso? Ah, lógico, vocês não se preocupam porque isso não os atinge. São blindados, são imunes…será mesmo? Ah, o foco dos representantes é outro…ou estão em uma posição privilegiada que atende interesses escusos… Está difícil de engolir tais barbaridades. Por isso, deixo aqui minha repulsa a todo esse sistema inoperante, ineficiente, caótico e incompetente que tomou conta da sociedade. Precisamos reagir com sabedoria, decência, inteligência e muita fé. Afinal nós (eu e você) somos diferentes e não devemos nos nivelar por baixo, mas também não podemos nos calar e nos conformar.

Segurança 

Missão dada, missão cumprida. Este é o lema de quem, realmente, não têm medido esforços para melhorar esta imundice que está nas ruas. Existem exceções, infelizmente, mas jamais poderia deixar de falar nos homens e mulheres que arriscam a própria vida em prol do outro. O trabalho da Polícia Militar. Eles estão sempre na linha de frente. São os primeiros a serem acionados em casos de qualquer tipo de violência, de crimes. É muito importante que a sociedade entenda, apoie e auxilie (sem comprometer sua segurança) o trabalho dos militares. O problema é que, em virtude da inoperância do equipamento Estado e das Leis (brechas que mais beneficiam os bandidos) esses “guerreiros” ficam “enxugando gelo”. Referente a esse caso específico que aconteceu comigo e outras vítimas, é tão complicado que chega a revoltar. Existe uma determinação superior, do alto comando da Polícia Militar, que o cidadão afrontado, vitimado de furto com arrombamento ou simplesmente furto, não consegue ser atendido por uma viatura. Segundo a lógica do comando geral, o fato já ocorreu, foram danos materiais e em virtude de priorizar crimes de maior potencial ofensivo (assaltos, homicídios, latrocínio, etc), o cidadão deve procurar uma companhia mais próxima para registrar o Reds (BO). Senhores, com todo respeito, eu conheço como o sistema funciona, mas não concordo. A gente é vítima. Aquela pessoa que teve sua casa arrombada está em choque e precisa, pelo menos se sentir segura. É direito constitucional…por isso, é fundamental rever essa política de atendimento ao cidadão. Inclusive a probabilidade de reaver bens furtados pode ser maior, já que a ação foi imediata. Pense bem. Por isso, juntamente com várias outras vítimas de furto desse final de semana, quero agradecer ao esforço de todas as equipes da PM na tentativa de localizar suspeitos dos crimes de furto e receptação. Sei que o processo é chato, demorado, minucioso, mas necessário para resguardar, principalmente as verdadeiras vítimas. Só que não acabou. Depois, obviamente, não posso deixar de citar o trabalho da Polícia Civil, delegados, escrivães e investigadores no flagrante e restituição dos bens localizados e tenho a certeza que as investigações, diante de tantas evidências e provas materiais, continuem para que os possíveis “mandantes” sejam enquadrados dentro da Lei. A experiência não foi nem um pouco agradável, mas me deu uma lição: lute pelo que você acredita, mesmo que pareça uma utopia. Não se cale, respeite, mas exija respeito daqueles que estão no poder e devem prestar contas a você que trabalha arduamente para mantê-los no poder. Poder sem resultado não é eficaz. A falta de eficiência e eficácia gera destruição. O Brasil, eu e você podemos fazer a diferença. Aqui é Cássia Bomfim e viva a liberdade de expressão.

*Imagens: Secretaria Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais e Portal da PMU

 

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