O silêncio – você viveria com ele?

Uma metrópole como São Paulo. Carros, ônibus, metrô,buzina, conversas, discussões, chuva, vento…Um turbilhão de sons que se misturam em todos os cantos, a qualquer hora.Quem não se estressa ou vive, de certa forma, perturbado? Nos dias de hoje, andar por grandes cidades é assim: corre corre e muita agitação. Em alguns casos, há momentos em que nós até chegamos a desejar não ouvir nada, nem ninguém. Será mesmo que esse é o nosso desejo? Para uma porcentagem da população brasileira, tenho certeza que não. É o caso da pessoa com deficiência auditiva. Existem pessoas que nunca ouviram absolutamente nada, outros perderam a audição em determinadas circunstâncias (acidente, doença, etc.) e infelizmente eles ainda enfrentam barreiras de acessibilidade, apesar de já haver muito avanço no país. Hoje, 26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo.

 A data foi criada em 2008 e alerta para as barreiras de acessibilidade que ainda afligem os portadores de deficiência auditiva.Segundo o Censo de 2010 realizado pelo IBGE, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Desses, 2.147.366 milhões apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos.No Brasil, os surdos só começaram a ter acesso à educação durante o Império, no governo de Dom Pedro II, que criou a primeira escola de educação de meninos surdos, em 26 de setembro de 1857, na antiga capital do País, o Rio de Janeiro.Hoje, no lugar da escola funciona o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). Por isso, a data foi escolhida como Dia do Surdo. Além de receber estudantes, a instituição também forma professores desde 1951.Contudo, foi somente em 2002, por meio da sanção da Lei n° 10.436, que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão no País. São consideradas pessoas com deficiência auditiva aquelas com perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais. A legislação determinou também que deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão de Libras como meio de comunicação objetiva.

O que fazer

A acessibilidade para surdos ainda é um desafio. Essa parcela da população ainda enfrenta dificuldades para conseguir realizar atividades cotidianas. Os estudos de especialistas e Organizações Não Governamentais (ONGs) mostram que um dos principais problemas ainda é a falta de intérpretes. A presença desses profissionais deveria ser obrigatória. Em atendimentos em uma delegacia, bancos e outros setores privados, a comunicação torna-se inviável. Especificamente em hospitalares, por exemplo, os problemas são ainda mais graves. Às vezes, as palavras do médico são muito técnicas e isso fica muito confuso para a pessoa com deficiência que está desacompanhada. É difícil explicar para o médico que ela está sentindo ou se possui alguma alergia, sem falar que o paciente também tem dificuldades para entender o profissional. Esta é só uma das inúmeras barreiras que enfrentam diariamente. O fato é que, segundo o próprio IBGE, não tem condições de afirmar a porcentagem exata de pessoas com deficiência auditiva real. Isso porque existem graus de pequeno, médio e total surdez. Em contrapartida a tecnologia já apresenta aparelhos ultramodernos que podem diminuir muito essa deficiência, mas aí surge um outro problema: custo. Muitas famílias não conseguem adquirir tais aparelhos e acabam por ter sonhos e esperanças destruídos. Por isso quando encontramos em diversos locais grupos de pessoas que se comunicam através de Libras devemos sim dar atenção, procurar entende e aprender, porque somos todos membros de uma única sociedade e porque não viver em harmonia? Pelo menos assim, estamos fazendo um pouquinho para melhorar o mundo em que vivemos. Pena que o nosso país está tão corrompido pela ganância econômica que aqueles que deveriam incentivar e facilitar ainda mais a Libras para todos, estão se preocupando com o próprio umbigo e se esquecem que eles (com deficiência auditiva e outras) também pagam impostos e são eleitores. Existem entidades especializadas,em Uberlândia, que atendem vocês. Procurem e se informem, é importante. E você o que pensa a respeito? Aqui é Cássia Bomfim e viva a liberdade de expressão. 

– Associação dos Surdos e Mudos de Uberlândia – ASUL – 

Rua Matheus Vaz, 865 – Luizote de Freitas II – Uberlândia – MG
Fone: (34) 3238-9932
-Associação Filantrópica de Assistência ao Deficiente Auditivo

Av. Prof. José Inácio de Souza, 3201 – Umuarama – Uberlândia – MG

Fone:(34)3232-1073
*Fonte e fotos: Cidadania Brasil, SEE,Diversidade em Comunicação, Escrever Online, Ad7 Brasil

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