Experiência e respeito acima de tudo

Na maioria das vezes, naturalmente, você percebe que as linhas de expressão do rosto, as mãos, as dores no corpo vão surgindo paulatinamente, bem como aquela destreza que antes era em um piscar de olhos, estão se esvaindo…isso tem um nome: idade, outros, de maneira sombria, chamam de velhice. É duro quando as palavras vêm assim, como uma pontada, um insulto. Já vi e ouvi pessoas na faixa etária de 19-30 anos, falarem com desdém sobre a chegada dela “a idade”, mas se esquecem que eles também vão chegar lá. Segundo um artigo publicado pelo Portal do Envelhecimento, tentar definir os conceitos  velho, velhice ou terceira idade, pode parecer uma tarefa bastante fácil e simples. No entanto, estes se apresentam como um tema complexo e que requer maiores esclarecimentos de suas diversas dimensões. É importante pontuar que existe uma diferença no uso dos termos envelhecimento, idoso, velhice e terceira idade. Logicamente que estes conceitos variam em diferentes partes do mundo, já que especialistas correlacionam com a própria expectativa e qualidade de vida desta população. Alguns termos usados para referir-se às pessoas com mais de 60 anos de idade, acabam trazendo ideias errôneas em torno do envelhecimento. Podemos pensar até que, o uso desses termos pode trazer uma tentativa de suavizar e/ou amenizar o peso que estes conceitos causam em nossa sociedade. O escritor Jack Messy, por exemplo, em um dos seus livros diz que “envelhecemos desde o momento em que nascemos. Logo, se envelhece conforme se vive”. E hoje é comemorado o Dia Mundial do Idoso. E viva a vida, a experiência, o aprendizado, a qualidade de vida, as mudanças, as conquistas e sobretudo, a transformação…

Diferenciações

Idoso – podemos entender todo e qualquer indivíduo acima de 60 anos de idade. Este conceito foi criado na França em 1962, substituindo termos como velho e velhote e foi adotado no Brasil em documentos oficiais logo depois. O idoso é o sujeito do envelhecimento.

Velhice – é considerado para uns como o último ciclo da vida, que independe de condições de saúde e hábitos de vida, é individual, e que pode vir acompanhado de perdas psicomotoras, sociais, culturais e etc; já outros acreditam que a velhice é uma experiência subjetiva e cronológica. Acreditamos que a velhice seja como uma construção social que cria diversas formas diferentes de se entender o mesmo fenômeno, dependendo de cada cultura.

Terceira Idade – esta é a fase entre a aposentadoria e o envelhecimento e que traz consigo as demandas de cuidado com a saúde de uma forma mais ampla, já pensando em um envelhecimento com mais qualidade de vida. Peixoto (1998) nos lembra de que essa expressão também foi criada na França em 1962, quando fora introduzida no país uma política de integração social e que visaria à transformação da imagem da velhice. Esta vem a realizar um corte na ideia de velhice, promovendo uma separação entre os jovens velhos e os mais velhos.

Análises profissionais

O psiquiatra e psicoterapeuta brasileiro, Joel Birman faz uma citação interessante e que nos ajuda a refletir sobre os conceitos. “Velho na percepção dos “envelhecidos” das camadas médias e superiores está associada à pobreza, à dependência e à incapacidade, o que implica que o velho é sempre o outro. Já a noção de “terceira idade” torna-se sinônimo dos “jovens velhos”, os aposentados dinâmicos que se inserem em atividades sociais, culturais e esportivas. Idoso, por sua vez, é a designação dos “velhos respeitados”. A expressão “idoso” designa uma categoria social, no sentido de uma corporação, o que implica o desaparecimento do sujeito, sua história pessoal e suas particularidades. Além disso, uma vez que é considerado apenas como categoria social “o idoso é alguém que existiu no passado, que realizou o seu percurso psicossocial e que apenas espera o momento fatídico para sair inteiramente da cena do mundo”. Já o médico, gerontologista Matheus Papaléo Netto, sugere que diante de tudo isso, pode-se então considerar o envelhecimento como um processo, a velhice como uma etapa da vida, e idoso como o resultado e sujeito destes.

 

Cuidados e respeito

O assunto é bem amplo, requer cuidado, estudos mais aprofundados e sobretudo, a meu ver, análises direcionadas. para evitar grandes transtornos. A par de todos os significados dos termos propostos, podemos perceber que a construção desses significados acaba sendo envolto por mitos, estereótipos e preconceitos, depreciando o fenômeno de envelhecimento, trazendo sofrimento e desconforto para essa geração. Em nossa sociedade atual, o que observamos é certa substituição do “velho” pelo “novo”, este imposto pela mídia e pela própria sociedade que enaltece aquele que é jovem.  Com tantas referências, análises de especialistas de diferentes áreas, acredita-se não ser possível categorizar uma etapa da vida que vive em constante processo, porém também temos consciência de que em nossa sociedade algumas considerações tornam-se inviáveis, uma vez que o “velho” perdeu o lugar que ocupara antes. Agora uma coisa é certa: É importante que possamos entender que esta fase da vida é única e importante, e que traz modificações biopsicossociais que devem ser respeitadas. Que esta etapa de vida não pode ser vista como negativa, pois os idosos ainda têm muito a nos ensinar sobre a vida. #Respeitar o idoso é respeitar nosso próprio futuro!

 

 

*Fonte e fotos: Portal do Envelhecimento e autores diversos, internet, face, arquivos 

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