Glamour e requinte para a melhor idade

Falar da Terceira Idade, para mim, é muito bom. Existem vários grupos, instituições não governamentais (ONGs) e também a Prefeitura Municipal de Uberlândia, que já fizeram e continuam desenvolvendo trabalhos importantes nas áreas social, saúde, educação, lazer, entre outras, para esse público, mas não poderia  falar em idosos, sem falar no trabalho da Silvana Borges. O grande concurso de Miss e Mister 3ª Idade. Para quem não conhece, vale a pena acompanhar a trajetória e dedicação com que há 15 anos engrandece essa geração que eu considero: Top, fantástica, exuberante. Tudo começou assim:

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No ano de 2003 quando sancionado o estatuto do idoso, exatamente, no dia internacional do idoso, 01 de outubro, veio o desejo de proporcionar a essa população um dia especial, um dia em que eles fossem o centro das atenções. Um dia de brilho e glamour para uma população que nem sempre é lembrada com respeito devido e nem o retorno pelo muito que já fizeram, por familiares e pela própria sociedade. O foco era promover um evento que daria aos homens e mulheres, mesmo que em apenas um dia, a dignidade, o respeito ainda desconhecido, a luz da idade, o brilho da elegância e o posicionamento certo para a vida de cada senhor e cada senhora. Neste dia todos eles seriam o centro das atenções. Uma noite só deles. Assim, nasceu o Miss e Mister 3ª Idade.  Um evento íntimo aos idosos, uma noite de valorização a uma população merecedora de carinho, respeito e amor acima de tudo. Ali não se julga beleza física e sim o charme, a elegância e simpatia de uma gente que já deixou para todos ensinamentos e muitos valores. “Aos poucos, com a relação do evento, fui abraçando causas e participando mais em causas e ações desenvolvidas por empresas locais, campanhas especiais e caminhando bem perto com a promotoria do idoso em Uberlândia”, explica Silvana. Ela se envolveu tanto e foi descobrindo o que acontece com o idoso em todos as instituições e segmentos da sociedade. Com olhar diferenciado, perspicaz e muita sabedoria, ela foi convidada para ser a madrinha da Associação das Entidades de Longa Permanência para Idosos de Uberlândia (AELPI ). O trabalho se transformou em um prazer recheado de preocupação e vontade de lutar mais e mais por esta geração tão inspiradora e sábia.  A cada descoberta em beneficio dessa população, Silvana Borges foi percebendo uma carência grande de ações para este público. “Respeito, carinho, reconhecimento e compreensão são alguns dos sentimentos que eles mais precisam. Eles querem viver, dançar, praticar esportes, namorar, passear, o que tem demais nisso? Às vezes ouço comentários ofensivos contra os idosos que me machucam profundamente porque algumas pessoas se esquecem que esta etapa da vida também chegará à elas”, disse Borges.

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Realidade

A maior observação que se pode fazer e fechar o “diagnóstico” da maturidade, se é que se pode  ser chamado assim, é o abandono da família, o descaso dos poderes públicos, o afastamento de familiares, o jogo de empurra de filhos que fogem para não estar junto com o seu idoso. A distância da família mostra a verdadeira realidade da velhice. As pessoas, ainda, não percebem que existe uma troca, sincera e pura, que acontece naturalmente com a vida daqueles que têm o privilégio do envelhecimento. Os pais cuidam dos filhos e nesse ponto da velhice os filhos cuidam dos pais, bonito na teoria e feio na prática. Infelizmente esquecem os “jovens” que aquele idoso é o responsável pela sua existência, pela sua vida, pelo seu ser e assim eles “rejeitam” o dom do idoso, e pior, rejeitam necessidade de ajudar e oferecer amor com grande dose de paciência. Não, não, não, a realidade do idoso não é boa, e está longe de ser ideal, mas é a partir de ações, políticas públicas, coragem, determinação, boa vontade política e muito calor humano que podemos ter esperança de dias melhores para essa parte da sociedade que tanto contribuiu para as nossas vidas. Silvana relata que é necessário termos mais e mais adeptos às causas do idoso para que possamos ser fortes a ponto de gritar em alto e bom tom: Sim o idoso no meu país tem valor, sim o idoso no meu país é respeitado, sim o idoso no meu país é valorizado, sim o idoso no meu país é cuidado pelos filhos com o mesmo amor que cuidou da sua cria. “Que tenhamos mais e grandes motivos para comemorar a data 01 de outubro, a data que hoje lembra o idoso, não da forma que deveria ser lembrado por merecimento. Eu acredito que um dia a data será digna de ser lembrada com mais amor, respeito, carinho e atitude de fazer melhor a cada ano por essa gente”, conclui.

 

*Fotos: arquivo Silvana Borges, internet – Fonte: Silvana Borges

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