Música – Alimento da alma

 

Do som da viola a um concerto de música clássica. Ao som de uma só voz a uma orquestra. Elas são fantásticas, diferentes formas, batidas, sonorizações. Do suave ao metal. Debaixo do chuveiro a um ginásio…ela vai e vem, entra pelos ouvidos e toca o corpo, a alma, o coração…Bebês, crianças, jovens, adultos, idosos. Cores, raças, credos…Do “Oiapoque ao Chuí”. Assim é a música. Romântica traduz aos sentimentos mais profundos que toca diretamente os corações, traz lembranças agradáveis ou até mesmo saudosas que podem entristecer ou alegrar a alma. Também existem aquelas que funcionam muito bem nas baladas, nas boates, nos clubes, em todo e qualquer lugar, quem dita é o público ou a pessoa que as conduz. Uma bela valsa, ah…que saudades dos “antigos” bailes de debutantes, e assim cada um vai “curtindo” o seu som preferido. Engraçado é que muitas pessoas não perdem o hábito de cantar junto com intérprete preferido, arriscando até um “ingleós, espanhol, italiano”, qualquer idioma, desde que a garganta se abra e a melodia flua. O comportamento das pessoas é bem diferenciado: choro, euforia, melancolia, suspiros…Tudo acaba se misturando. Como é bom ouvir, cantar e interpretar uma boa música. Ela é capaz de mudar o estado de humor, de reconduzir o espírito aos sentimentos mais sublimes, a música invade o silêncio para nos falar numa linguagem que conseguimos compreender, sem esforço algum, com simplicidade e beleza.

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Dia Internacional da Música

Você sabia que o dia 1º de outubro foi instituído como o Dia Internacional da Música, em 1975, pelo International Music Council, organização não governamental – ONG – fundada com o apoio da UNESCO em 1948, com o objetivo de levar a música a todos os setores da sociedade e promover os valores de paz e a amizade por seu intermédio. Em todo o planeta a data é celebrada com diversas iniciativas, como homenagem a arte que mais une as pessoas, sem preconceito, tornando-as um só. Mas, sinceramente, respeitando os gostos e as adversidades, existem algumas “músicas” que vamos combinar, é de doer na alma e na própria inteligência humana.

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Ritmos e letras

Vamos falar especificamente do Brasil. Sabemos que são inúmeros os ritmos musicais. De fato, o país é muito rico em ritmos musicais, que aqui se originaram e se tornaram conhecidos internacionalmente. O samba, por exemplo, juntamente com o futebol, é uma das expressões mais conhecidas do Brasil no exterior. Mas ainda se destacam: frevo, axé, bossa nova, maracatu, forro, baião, xaxado, carimbo, fandango, dance, jazz, pagode, funk, eletrônica, gospel, rock, heavy metal, black, rap, hip hop, folclórica , pop, erudita no brasil, blues, Soul, além de tradicionais de regiões específicas do país. Atualmente, segundo especialistas e pesquisadores, o sertanejo, sem sombra de dúvida, é o mais preferido em estilos variados.

Realidade

Enaltecer nossos valores, alegrias, cultura é de extrema importância para gerações passadas, atuais e futuras, afinal temos o que comemorar nesse quesito. Será que temos mesmo? Hoje quero entrar diretamente na questão do funk. Sabemos que existem vários estilos: machista, romântico, proibidão, pesado, ostentação e por aí vai. Pois bem, já fomos destaque internacional em música brasileira como Garota de Ipanema, Madalena, Brasileirinho, Tico Tico no Fubá, etc. Agora, sinceramente você acredita mesmo que um fuk, estilo proibidão acrescenta alguma coisa na minha e na sua cultura? Letras, onde a mulher é desvalorizada, chamada de “cachorra”, “cadela”, apologias ao crime e outras aberrações, adjetivos que, como o próprio estilo já diz, proibidos. Eu me preocupo, me entristeço… O que se percebe é que a “ordem” é sensualizar/sexualizar, ofender, agredir, tudo e todos (inclusive crianças). Além do mais, com raras exceções (claro que existem cantores/compositores de funk que tem o seu valor e respeito), onde estão as letras, a essência destas “músicas”, destes versos, que na maioria desses estilos, não existem. O pior é que você observa as contradições: algumas mulheres fazem manifestações exigindo respeito, mas são as primeiras a aplaudir quando as tratam como “objetos sexuais, de orgias, de cadelas”, que incoerência! Então diante disto fica a pergunta: quem está fazendo o que? Quem quer ser valorizado, respeitado, ter dignidade, apoia isto? E o que mais me espanta, as grandes mídias tem apoiado diretamente ou indiretamente estes horrores… Afinal o que de fato queremos para nossas vidas, nossas famílias, nossos filhos? Até mesmo dentro de escolas públicas, este “lixo” tem feito parte das “aulas de artes”…que arte? Aí se ouve de “professores”, isso é cultura?! Não. Pelo menos para minha geração, pode não ser 100%, mas isso é inaceitável. Há quem duvide, então vou colocar aqui uma das várias letras horríveis que “eles” cantam para nossos filhos: **Mc Kekel – Meiota -Este funk tem duas versões: a original e uma mais “leve”. Na primeira, Mc Kekel afirma que para andar em sua moto, vulgo “meiota”, a mulher precisa “sentar na piroca” dele. Ou seja, só em troca de favores sexuais. A música tornou o intérprete conhecido nacionalmente e virou hit.** Então, pense bem como está a tão sonhada liberdade.

 

Cultura- Arte

“A cultura é o resultado de como o ser humano se comunica, interpreta e reflete sua vivência em um determinado contexto, seja pela música, dança linguagem, moda, artes, alimentação, comportamentos, consumo, lazer e tradições.”

“A arte é um reflexo do ser humano e muitas vezes representa a sua condição social e essência de ser pensante”.

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*Fontes e fotos: Brasil Escola, Mundo da Música, Internet, Brasil Escola, e arquivos

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