O “rosa” de todos os meses

“Jamais acreditei que poderia acontecer comigo. Quando saí do consultório médico, no Hospital Amaral Carvalho em Jau-SP, parece que o chão tinha se aberto e o mundo acabado. Senti uma enorme tristeza, angústia e vontade de chorar. Chorar muito e ao mesmo tempo sumir…” Foi assim que a Cuidadora de Idosos, Glória Pereira da Silva, 61 anos, definiu o sentimento que teve o dia que descobriu que era real: estava com câncer no seio. Mãe de três filhos, duas mulheres e um homem, avó de 06 crianças e uma adolescente, ela chegou a pensar em desistir, mas a fé, o amor, a união e amparo da família e os amigos fizeram toda a diferença. Uma mulher ativa, festeira, cheia de sonhos e ávida pela vida, arregaçou as mangas, tomou coragem e decidiu que iria lutar e vencer este pesadelo. No começo foi muito difícil, doloroso e cheio de dúvidas. Sempre vaidosa, Glória, mudou sua rotina de vida, hábitos alimentares, tudo. Os filhos, genros, todos à sua volta, se agarraram em cada pontinha de esperança, de estímulo e como um “mutirão” de solidariedade foram vencendo cada obstáculo. Segundo ela, um dos momentos mais difíceis foram as sessões de quimioterapia. Foram 16 aplicações, sendo quatro vermelhas e 12 das brancas. A cada uma, os sintomas se misturavam e o mal estar era constante: náuseas, vômitos, falta de apetite, vontade de ficar o dia toda na cama. Até que um dia…ao passar as mãos sobre a cabeça, os dedos ficaram repletos de cabelo. “É uma sensação horrível. Muitos não conseguem entender, mas para nós mulheres, ficar sem os cabelos parece nudez. A gente sente como se tivesse perdido um véu, entende? Não é fácil, mas é superável. No fim, minhas filhas me incentivaram e acabei rapando toda a cabeça. Fiquei chocada ao me olhar no espelho, mas como três “super poderosas”, fomos às compras”, disse ela. Nas lojas Glória olhava lenços, turbantes, mas tudo parecia irreal. Sempre com o apoio das filhas, a Cuidadora de Idosos começou  experimentar um, outro e comprou vários. Depois disso, um dia enquanto a família estava reunida uma surpresa emocionante: filhos, genros, netos, todos aderiram ao turbante, aos lenços e deixou Glória emocionada. “Este foi um dos momentos mais expressivos da minha vida. A demonstração de afeto e solidariedade de todos. Chorei, mas não de tristeza e sim de amor, de saber que jamais estarei sozinha. Vendo neles um gesto de solidariedade, acabei aderindo de vez à moda e me encantei com o colorido deste novo visual, sem qualquer constrangimento”, relatou. Atualmente, segundo a médica que a acompanha, o tumor já regrediu bastante e deverá ser retirado em novembro. “Só o fato de não perder totalmente a mama me deixa mais tranquila, mas também me faz ficar mais atenta e orientar meus filhos, netos, amigos, família, de que a prevenção é sem dúvida o melhor e mais eficaz forma de combater este mal. Hoje sinto-me melhor e com certeza mais forte e tranquila porque sei que, apesar da enfermidade, tenho apoio, carinho e compreensão do que me é mais precioso: família,” concluiu ela.

O câncer

O câncer de mama hereditário corresponde entre cinco e 10% dos casos, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, em 90% dos casos, a origem não é a hereditariedade. Já o câncer de mama masculino é bem menos frequente. As pesquisas apontam que exista somente um caso de câncer de mama em homens para cada 100 casos em mulheres.

Sintomas

Nódulo único endurecido, alteração da forma da mama, vermelhidão, retração do mamilo, sensação de massa ou nódulo aumentado na axila, retração da pele ou do mamilo, secreção pelos mamilos, inchaço do braço ou dor na mama e/ou mamilo contínuos ou descamação.

 Tratamento

O tratamento do câncer de mama e da maioria dos outros tumores malignos, hoje em dia, é personalizado. Ou seja, do estágio em que ele foi diagnosticado e do subtipo. As principais modalidades de tratamento são a cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, que podem ser usadas isoladamente ou associadas.

 

*Fonte e fotos: Pacto Soluções, arquivo pessoal, Prelo

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