Ranicultura será o foco do Novo Agro em Uberlândia

Pode até parecer estranho para algumas pessoas e até mesmo incomum, mas é um ramo super rentável: a criação de rãs. Pensando em desmistificar essa realidade e ampliar as possibilidades de negócio dos produtores rurais, a Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Distritos promove, em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o 1º Dia de Campo em Ranicultura. A atividade é voltada especialmente para aqueles que tenham interesse em ingressar no segmento e será realizada no dia 1º de dezembro, das 8h às 17h, no campus Glória da UFU. O objetivo é informar, promover e incentivar mais uma oportunidade de negócios para os produtores. A ranicultura é um novo no ramo da aquicultura e ainda é pouco conhecida. As inscrições são gratuitas e serão disponibilizadas 30 vagas. Os interessados devem ligar no Centro Tecnológico de Aquicultura Familiar (CETAF), através do telefone 3234-1362, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Novo Agro

O Dia de Campo é mais uma ação do Programa Novo Agro para promover a aquicultura na região. Com resultados comprovados, a iniciativa é desenvolvida em dois eixos estratégicos, com a produção e comercialização de negócios rurais, ambas amparadas por cinco pilares: agricultura de pequeno porte, agroecologia, aquicultura, turismo rural e resgate da gastronomia de identidade local. Até então, mais de 2.200 produtores rurais foram beneficiados com o programa.

Mercado no Brasil

ranicultura é um ramo da aquicultura que está em crescimento no Brasil. Pesquisas têm apontado características da  que podem torná-la ainda mais rentável ao produtor. Sua carne é muito saborosa e possui substâncias que auxiliam alguns tratamentos alérgicos e de doenças gastrointestinais. Restaurantes sofisticados são os principais consumidores dessa iguaria. Sua pele pode ser amplamente comercializada, já que possui efeito cicatrizante, especialmente em tratamentos de queimadura, e pode ser transformada em couro. O óleo da rã também fornece bom índice lucrativo ao criador, pois constitui a fórmula de alguns medicamentos e cosméticos.      

Ranicultura no Brasil

A criação de rãs no Brasil tornou-se expressiva somente em meados da década de 90, devido ao investimento em pesquisas para que novas técnicas fossem desenvolvidas. Nessa época também começaram a ser realizados alguns eventos que contribuíram significativamente com a disseminação de informações relevantes sobre o processo de criação de rãs. O ENAR – Encontro Nacional de Ranicultura foi o mais importante deles, reunindo técnicos, pesquisadores e produtores de todo o país. Foi a partir desse momento que houve a necessidade de criar cursos para preparar as pessoas para lidar com esse campo da aquicultura. O Brasil ocupa posição de destaque no ranking de criação de rãs do mundo: o segundo lugar, perdendo apenas para o Taiwan.

Como ser um ranicultor

Visando suprir a crescente demanda por informações tecnológicas a respeito da criação de rãs, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso Criação de Rãs: Novas Tecnologias, coordenado pelo doutor Samuel Lopes Lima, ex-professor da UFV – Universidade Federal de Viçosa e responsável pelo desenvolvimento de várias das principais técnicas usadas no Brasil. O curso é dividido entre os seguintes tópicos: ciclo de vida das rãs, setores e instalações de um ranário, técnicas de manejo, linhagem monossexo e caráter albino, sistemas de produção, abate e considerações sobre o mercado – novas alternativas para ranicultura. 

Instalações da ranicultura

As instalações do ranário são divididas em setores (reprodução, girinos e recria) e cada setor é construído segundo as intenções e as condições financeiras do técnico em ranicultura. Lima explica que cabe a ele determinar que tipo de construção oferecerá mais conforto térmico às rãs. A temperatura ideal para a criação é de 16°C e a altitude local deve ser inferior a 600 m do mar. No entanto, tecnologias avançadas permitem que o ambiente seja devidamente equipado para atender às necessidades dos animais. Assim, ranicultores com alto poder aquisitivo não terão problemas caso queiram criar rãs em lugares com características desfavoráveis ao bem estar dos animais.

Setores do ranário

Setores de reprodução
– Baia de mantença: onde as rãs são mantidas o ano todo;
– Baia de acasalamentos: destinada à reprodução e à desova.

No momento da reprodução e da desova, a rã é transferida da baia de mantença para a baia de acasalamentos

Setores de girinos

– Tanque de incubação dos ovos: aquários pequenos que abrigam os anfíbios desde o desenvolvimento embrionário até a fase de larva;
– Tanque de crescimento e metamorfose: aquários maiores nos quais os animais são mantidos desde a fase de girino até a metamorfose.

Setores de recria
– Baia de recria inicial: recipiente que aloja as rãs nos primeiros 20 a 30 dias de vida;
– Baia para crescimento e terminação: local onde os animais são mantidos até o abate.  

Ciclo de vida das rãs

O ciclo de vida das rãs independe do ambiente, ou seja, elas passam exatamente pelos mesmos processos de crescimento na natureza ou no criatório. No entanto, quando mantidos em cativeiro, os animais podem crescer mais rapidamente, dependendo das condições oferecidas pelo criador. Lima ressalta que o ranicultor deve preocupar-se não apenas com o desenvolvimento acelerado mas também com um índice baixo de mortalidade e de gasto com a alimentação dos anfíbios.  

Confira a programação

– 8h às 8h30 – Introdução ao curso de ranicultura
– 8h30 às 9h – Conceitos básicos da ranicultura
– 9h às 10h – Análise econômica da ranicultura
– 10h30 às 11h – Legislação para implantação de um ranário
– 11h às 12h – Experiências e empreendedorismo na ranicultura
– 14h às 17h – Prática no setor de ranicultura da UFU: manejo, sexagem das rãs, manejo das desovas, girinagem, metamorfose e engorda.

 

 

*Fonte e fotos: Secom/PMU e CPT, internet

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