Prorrogada as inscrições do III Simpósio Íbero-Afro-Americano de Riscos

Ainda dá tempo de se inscrever para o  III Simposio Ibero-Afro-Americano de Riscos (III SIAAR) e também a I Circular, que acontece em Uberlândia no período de 17 a 20 de junho de 2019.  Antes era até o dia 30/10, agora foi prorrogado para o dia 30 de novembro de 2018.  Além disso, ainda terá trabalho de campo, como encerramento do evento, nas cidades de Ouro Preto e Mariana. Segundo o professor Dr. Vicente de Paulo da Silva, para a elaboração de uma  2.ª Circular do III Simpósio Ibero-Afro-Americano de Riscos é necessário que haja informações novas, adicionais. “Usualmente costumam ser relacionadas com a viagem de estudo, em que se colocam imagens do que os participantes vão ver e mapas do itinerário/percurso a realizar”, explicou ele. 

História 

O acelerado movimento de produção e consumo, notadamente a partir da década de 1970 em todo o mundo, impôs sobre a sociedade contemporânea de todos os países, apropriações do espaço em dimensões cada vez maiores. Multiplicaram-se assim os processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização, delineando novos desafios sociais a serem superados face à mercantilização da natureza e, decorrente dessa decisão, tem-se também a sujeição de territórios e, porque não dizer, da vida (humana, animal e vegetal), enfim, dos sistemas vivos em níveis nunca antes experimentados. Muitos trabalhos acadêmicos foram e são produzidos ocupando-se de descobrir e delinear situações espaço-temporais e territoriais que fragilizam a relação ser humano-natureza, sem contudo, considerá-las na perspectiva de riscos que podem desencadear crises na forma de acidentes graves e ou catastróficos. Portanto, ainda são desafios postos a investigadores e profissionais diversos, a identificação dos riscos e sua gestão, uma vez que vários países promovem políticas econômicas cada vez mais ameaçadoras à segurança das pessoas e sistemas vivos. Quase sempre são os grandes empreendimentos nacionais e transnacionais relacionados aos setores energético, minerário, agronegócio, imobiliário, viário, dentre outros, os que mais alteram as relações territoriais que perpassam ao âmbito local, regional, nacional e, por vezes, internacional. Neste sentido, torna-se fundamental o fomento de espaços de diálogos, a exemplo de um Simpósio, em que a temática Riscos e suas dimensões possam ser debatidas para se apontar perspectivas de políticas de apropriação do espaço que efetivamente promovam a segurança dos territórios atingidos por grandes empreendimentos e ou por políticas frágeis de planejamento e ordenamento territorial.

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Objetivos

O III Simpósio Ibero-Afro-Americano de Riscos pretende reunir investigadores, entre profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, representantes do poder público, profissionais diversos e pessoas interessadas na temática Riscos e Sociedade, da apropriação do espaço à criação de territórios em riscos, para apresentar, discutir e propor, perspectivas de construção de políticas de gestão e segurança de territórios ameaçados por políticas econômicas diversas. Para alcançar este objetivo, os interessados em participar e ou apresentar seus trabalhos de investigação e ou de atuação em gestão de riscos e segurança de territórios, terão à sua disposição três eixos temáticos (Painéis):

1. Vulnerabilidade e Riscos: neste eixo o objetivo é conhecer e debater trabalhos relacionados às dimensões do Risco que representem a sua potencialização caso ocorra algum tipo de anomalia.

2. Territórios em Riscos: o objetivo deste eixo é conhecer e identificar espaços apropriados por grandes empreendimentos e que representem riscos territoriais diversos, bem como avaliar políticas de gestão de riscos e segurança.

3. Resiliência ao Risco: objetiva-se neste eixo o conhecimento e o debate acerca de realidades territoriais em que as comunidades ameaçadas, poder público e empreendedores, conseguem e ou conseguiram experiências de êxito com relação à gestão de riscos e ou acidentes.

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O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Efeitos e Riscos nos Grandes Empreendimentos (Neperge) surgiu a partir da constituição do grupo de pesquisa composto por pesquisadores (professores e alunos), do Instituto de Geografia (IG) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), envolvidos no Projeto de Pesquisa “O Rio Araguari Passo a Passo e os Efeitos Socioespaciais da Construção de Barragens”, coordenado pelo Professor Dr. Vicente de Paulo da Silva. Esse projeto foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e esteve locado no Laboratório de Planejamento Urbano e Regional. O objetivo do Neperge é consolidar um grupo de trabalho que acompanhe e discuta os efeitos e riscos sociais e espaciais de grandes projetos de investimentos, analisando suas implicações sobre o ambiente e, consequentemente, sobre as pessoas. Além disso, propõem-se a reunir pesquisadores (estudantes e professores) interessados nesta temática com intuito de difundir os estudos, as informações, as consequências dessas obras, bem como, as aspirações de populações atingidas. O propósito do núcleo é o envolvimento em atividades de pesquisa, ensino e extensão, na linha dos Grandes Projetos, com atenção especialmente, aos efeitos e riscos socioespaciais dos projetos hidrelétricos. A participação, na condição de pesquisador, é aberta, bastando ser encaminhada mensagem para o endereço do núcleo, fazendo essa solicitação e encaminhar endereço de curriculum Lattes, linha de pesquisa, trabalhos na área, ou seja, uma biografia resumida. Também está aberta a participação na condição de autor de publicações voltadas para a temática. Convidamos a todos para encaminharem, também para o endereço do núcleo, trabalhos publicados para comporem o acervo de nossa biblioteca. O termo grandes projetos, foco de nossas investigações, embora possa ser aplicado às diferentes ocorrências de obras de grande porte ou que pelo menos causem impactos sobre o ambiente e moradores de locais escolhidos para tal fim, passou a definir mais objetivamente as hidrelétricas de grandes dimensões, cuja natureza e lógica, como diz Vainer, são a de explorar certos recursos naturais e espaciais, além de mobilizar determinados territórios com fins específicos de produzir eletricidade. Em Martins (1993), essa expressão se refere a projetos econômicos de envergadura, como hidrelétricas, rodovias, planos de colonização, de grande impacto social e ambiental que, embora não tenham por destinatário as populações presentes nos locais escolhidos para sua implementação, “seu pressuposto é o da remoção dessas populações”. Neste sentido, a formação de um grupo de estudos no curso de Geografia da UFU que dê atenção aos efeitos dessas obras torna-se um importante meio de visualizar a abrangência desses projetos e, ao mesmo tempo, propor medidas de redução desses efeitos sobre os moradores de locais onde são erguidas as obras, quer sejam elas hidrelétricas, mineradoras ou qualquer outro tipo que possa ser de interesse do grupo.  

Linhas de Pesquisa

– Análise de Riscos Relacionados à Opção por Grandes Empreendimentos;
– Efeitos Sociais e Espaciais de Grandes Empreendimentos.

Data e local

17 a 20 de Junho de 2019
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Instituto de Geografia (IG)
Campus Santa Mônica

 

 

 

*Fonte e fotos: Professor Dr Vicente de Paulo da Silva

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