Seminário sobre Autismo

Autismo, você conhece, sabe como lidar? É importante conhecer, conviver, relacionar com o outro. O autista não pé diferente, mas é preciso conhecer para auxiliar no convívio social, familiar e com “ele” próprio. Neste sábado, dia 24, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) acontece o 3º Seminário sobre Autismo. O evento é filantrópico e solidário.Haverá palestras e interação entre especialistas e pais, responsáveis, todos que convivem e mantêm constantes relacionamentos com pessoas que são autistas. Temas com Direitos e Inclusão Social, entre outros. Os temas centrais do seminário são Autismo na Vida Adulta e Direito da Pessoa com Autismo. O evento será das 8h as 17h no bloco 5R, Salas A/B do Campus Santa Mônica e é aberto para estudantes e profissionais do Direito, da Psicologia, Educadores, Pais de Autistas etc. A organização é da ONG Zeiza Dojo em parceria com Gepetea, UFU, Compod/PMU, Moab Brasil, Circo da Vida. As inscrições podem ser feitas no link  http://seminarioautismo.vpeventos.com e haverá certificado acadêmico de 10 horas. São apenas 150 vagas.

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O que é autismo, das causas aos sinais e o tratamento

O autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. É importante deixar claro que os autistas apresentam o desenvolvimento físico normal. Mas eles têm grande dificuldade para firmar relações sociais ou afetivas e dão mostras de viver em um mundo isolado. Anteriormente o problema era dividido em cinco categorias, entre elas a síndrome de Asperger. Hoje, ele uma única classificação, com diferentes graus de funcionalidade e sob o nome técnico de transtorno do espectro do autismo. O jeito de lidar com cada um varia.

  • Na forma qualificada como de baixa funcionalidade, a criança praticamente não interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. O quadro provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda.
  • Na média funcionalidade, o paciente tem dificuldade de se comunicar e repete comportamentos.
  • Na alta funcionalidade, esses mesmos prejuízos são mais leves, e os portadores conseguem estudar, trabalhar e constituir uma família com menos empecilhos.

Há ainda uma categoria denominada savant. Ela é marcada por déficits psicológicos, só que com uma memória fora do comum, além de talentos específicos. O autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.

 

Como identificar

Receber o diagnóstico de autismo de um filho é como embarcar rumo a um universo desconhecido. É preciso encontrar a maneira de aterrissar nesse pequeno mundo em que a criança parece estar isolada. O transtorno, uma espécie de pane do desenvolvimento neurológico, costuma ser identificado pelos médicos entre 1 ano e meio e 3 anos, mas especialistas apostam que os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, buscar ajuda especializada quanto antes. Pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, descobriram que a chave para esse flagra precoce está na comunicação não verbal. A equipe do professor de psicologia Daniel Messinger observou o modo como o bebê olha para objetos, o jeito como ele pede o que deseja e como reage quando lhe apontam para alguma direção. Pequenos com falhas gestuais nos primeiros meses de vida apresentaram sinais mais evidentes de autismo após os 2 anos e meio de idade.

Sinais e sintomas

– Bebês que evitam o contato visual com a mãe, inclusive durante a amamentação

– Choro ininterrupto

– Apatia

– Inquietação exacerbada

– Pouca vontade para falar

– Surdez aparente: a criança não atende aos chamados

– Transtorno de linguagem, com repetição de palavras que ouve

– Movimentos pendulares e repetitivos de tronco, mãos e cabeça

– Ansiedade

– Agressividade

– Resistência a mudanças na rotina: recusa provar alimentos ou aceitar um novo brinquedo, por exemplo.

 

Fatores de risco

– Sexo masculino: o autismo é de duas a quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas

– Predisposição genética

– Poluição

– Infecções como rubéola durante a gravidez

A prevenção

Na falta de causas comprovadamente capazes de provocar o autismo, a recomendação para as grávidas é evitar ambientes com alto nível de poluição, exposição a produtos tóxicos e ingestão de bebida alcoólica, por exemplo. Outra medida bem-vinda é se vacinar contra rubéola para evitar essa doença infecciosa durante a gestação.

 

*Fonte e fotos: Saúde Mental e Associação dos Autistas

2 comentários sobre “Seminário sobre Autismo

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