O que explicar para tanta violência

Desde ontem, terça-feira(11), milhares de pessoas ainda estão em choque com toda a barbárie que aconteceu na Catedral Metropolitana de Campinas-SP. Foi no início da tarde, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, entrou na igreja, repleta de fiéis e disparou mais de 20 vezes dentro do local. Em seguida, se matou. Quatro pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas. A polícia trabalha para buscar informações que possam levar ao esclarecimento do crime. Lamentável, chocante tudo o que aconteceu. Centenas de pessoas, autoridades, já se manifestaram com pesares aos familiares das vítimas e com certeza quem estava no local ou próximo ainda está tentando decifrar, se é que seja possível, toda a cena pavorosa vivida no centro da cidade de Campinas. Todos os noticiários nacionais e até internacionais, redes sociais, falaram sobre o caso que teve grande repercussão, mas um dos fatores que mais nos deixa triste, são as vidas que se foram sem sequer ter tido a chance de se defender dos ataques. Euler  Grandolpho, matou quatro pessoas e feriu outras quatro antes de cometer suicídio. Duas pessoas continuam internadas.

euler

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, hoje, foram encontrados e apreendidos na casa do autor, Euler Grandolpho, documentos, um computador e um diário onde existem relatos que ele denomina de “massacre” no estado do Ceará em janeiro deste ano, citou “Realengo”, em uma referência à chacina com 11 mortes em uma escola do bairro carioca em 2011, e afirmou que era perseguido. Também está registrado neste diário, que no dia 27 de janeiro deste ano, criminosos invadiram a casa de show Forró do Gago, no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza (CE), e mataram a tiros, 14 pessoas. Em uma página datada de 31 de janeiro, o atirador fala em “massacre dias atrás” e diz que uma pessoa o provocou sobre o assunto, por isso ele retrucou lembrando de “Realengo”.

diario assassino

Motivação

A Polícia Civil agora quer saber qual foi o trajeto feito pelo atirador de casa, onde almoçou, até a igreja. De acordo com o delegado José Henrique Ventura, os investigadores descobriram que o atirador fazia uma espécie de diário onde anotava placas de carros e outras informações sobre supostas perseguições a ele. Os familiares confirmaram que o atirador chegou a fazer tratamento para depressão e temiam que ele cometesse suicídio. O pai disse aos policiais desconhecer o fato de o filho ter armas. O atirador estava com duas armas, ambas com numerações raspadas, alvo das investigações nesta quarta-feira. De acordo com as informações repassadas à imprensa, a família de Euler Fernando sequer desconfiava que ele poderia ter alguma arma de fogo, porque nunca havia mencionado nada a respeito. O pai do atirador disse que as vezes ele tinha conversas estranhas, quando estava depressivo, o que deixava a família preocupado com um possível suicídio e não uma tragédia deste porte. Euler já havia passado por tratamento em um Caps (Centro de Apoio Psicossocial ), em virtude da depressão.

Mortos

  • Sidnei Vitor Monteiro, 39 anos
  • José Eudes Gonzaga, 68 anos
  • Cristofer Gonçalves dos Santos, 38 anos;
  • Elpídio Alves Coutinho, 67 anos

Feridos

Das quatro pessoas feridas, duas receberam alta e duas estão internadas no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti:

  • Jandira Prado Monteiro, de 65 anos, atingida no tórax e na mão; ela passou por cirurgia e está em observação. Ela é mãe de Sidnei Monteiro, que morreu na igreja.
  • Heleno Severo Alves, de 84 anos. Ele foi atingido no tórax e abdômen, passou por procedimento cirúrgico e está na UTI, em estado grave.
*Fonte e fotos: G1 e Agência Brasil

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