Advogado consegue liberdade para réu de homicídio praticado há mais de 20 anos

Um dos processos criminais mais antigos de Uberlândia, que ainda estava em tramitação no Judiciário, teve seu desfecho no dia 26 de novembro de 2018, com a condenação de Antônio Erivaldo Martins, 52 anos. Pelo Tribunal do Júri, ele foi condenado a 28 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato dos comerciantes Mário Jacob e Edite Sebastiana Jacob, há 26 anos. O advogado de defesa, Sérgio Mestriner Júnior, logo após a sentença proferida, disse que iria recorrer sob a alegação de que houve parcialidade por parte do júri e que a decisão dos jurados foi absolutamente fora das provas juntadas, havendo até mesmo a prisão ilegal e arbitrária. Em nenhum momento o defensor deixou de falar sobre a possibilidade de Antônio Martins responder o processo em liberdade, mas também frisou que iria recorrer na tentativa de conseguir a anulação do júri, buscando um novo julgamento. Nesta terça-feira (18) às 18h28, foi expedido o Alvará de Soltura de Antônio Erivaldo Martins.

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Relembre o caso

O crime aconteceu em abril de 1992, na Rua Paris, no bairro Tibery. O casal Mário Jacob , 58 anos e Edite Sebastiana Jacob, 53 anos, estavam em sua residência quando, segundo consta no processo, um homem invadiu a casa e os matou a facadas. Na época o crime causou muita comoção na cidade de Uberlândia-MG. Após todos os trabalhos das Polícia Militar (PM) e Civil (PC), começaram as investigações. Inicialmente, a Polícia Civil trabalhou com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, já que havia desaparecido uma bolsa contendo dinheiro, mas ela foi localizada e com isso as investigações tomaram outro rumo. Entretanto, foram colhidos os depoimentos do filho do casal, única testemunha e de um policial civil, que trabalhou no caso desde o início, sendo, o responsável por identificar e localizar o acusado Antônio Erivaldo, que nega a autoria dos fatos. No dia 26 de novembro deste ano, o acusado foi a Júri Popular. O julgamento foi presidido pelo juiz de Direito Dimas Borges de Paula e teve na acusação o promotor de Justiça, Sylvio Fausto de Oliveira Neto.

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