Cenas e fatos que marcarão vidas

Há quase um mês, centenas de pessoas comuns tinham uma vida, um trabalho, uma família, um sonho… De repente, no meio do dia, tudo, absolutamente tudo se transformou em dor, medo, desespero, tragédia. Não foi nenhuma intempérie, mas uma irresponsabilidade humana, ao que tudo indica (pelas investigações já realizadas), esta tragédia está ligada direta ou indiretamente a ganância. Desde o dia 25 de janeiro, famílias sofrem por não ter seus entes de volta e pior, muitos podem jamais ser encontrados. Várias frentes de trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros de diversos locais do Brasil e do exterior, além das polícias Civil e Militar, voluntários, Defesa Civil, todos unidos em um único propósito: solidariedade. Todos tentando localizar possíveis sobreviventes ou o que restam daqueles que perderam suas vidas de forma tão bárbara, cruel e sem ter sequer tempo para fugir do mar de lama e rejeitos que os engoliu. Durante todo este tempo, homens e mulheres, cães, máquinas, equipamentos mais avançados, helicópteros, foram e continuam sendo usados para resgatar o mínimo para cada pessoa que ainda se agarra a esperança de ao menos sepultar dignamente seu filho, esposo, pai, marido, irmão, amigo… O que dizer de tudo isso? Pagar indenizações? Quanto vale a vida de um ser humano diante da impossibilidade de viver… É muito triste e desolador saber que “grandes empresas” só olham para valores financeiros e não para valores humanos. Incansavelmente os “guerreiros”(bombeiros), rastejaram por quilômetros de lama, entraram em locais difíceis, durante todos os dias, buscando por algum resquício de vida.

Todos os profissionais susceptíveis à contrair doenças, mas em nenhum momento desistiram da missão. Sempre em respeito às famílias, eles estão se desdobrando, se empenhando mais e mais nesta busca difícil e cheia de contratempos. Enquanto isso, os proprietários da empresa estão fazendo exatamente o que? Os jornais de circulação nacional divulgaram que “eles” sabiam dos riscos de rompimento da barragem, desde 2017, inclusive já haviam até projetado os custos financeiros, caso acontecesse o “acidente” e aí, não fizeram nada. Muito pelo contrário, construíram um restaurante abaixo de uma barragem que havia sim probabilidade de romper… Agora se colocam à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos… Como assim? Agora, depois de quase 200 mortos confirmados e outras centenas de vidas desaparecidas? Calma, não é tão simples assim. Infelizmente, os que se foram não têm como retornar, mas é preciso dar um basta nestas “empresas” que acham que estão acima do bem e do mal, que zombam ou que usam, literalmente, as pessoas como objetos descartáveis. É preciso muito mais do que uma simples indenização, um simples processo. Enquanto isso, a comunidade de Brumadinho, tenta se agarrar nos ínfimos fios de esperança e reconhecem o trabalho daqueles que sabem e sentem por cada corpo resgatado, por cada membro do corpo de alguém, encontrado, por vidas que foram salvas. Eles estão sim cumprindo seus papéis, mas acima de tudo estão cumprindo um dever maior de amor, de humanismo, de valorização do ser humano, de cada um dos milhares de parentes que ainda só têm eles para confiar e esperar. Já se passaram muitos dias, mas eles não vão cessar as atividades até que a última chama de esperança se apague. Durante todos estes dias, adultos, jovens, crianças, pessoas, fizeram questão de demonstrar suas gratidões àqueles que não desistiram deles. Primeiro foi Mariana, agora Brumadinho, será que precisaremos de mais tragédias, mais “crimes” para que haja um basta? E o mais relevante, os profissionais do Corpo de Bombeiros (MG), sequer receberam salários, mas não abandonaram o “barco”. Isso sim é solidariedade. Aqui é Cássia Bomfim e viva a liberdade de expressão.

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