Motoristas do transporte coletivo de Uberlândia participam de curso vivencial

Vivenciar as dificuldades dos usuários do transporte público, principalmente dos que têm algum tipo de deficiência e/ou dificuldade de locomoção, é a melhor maneira de as empresas do transporte coletivo conseguirem atender essas pessoas de maneira mais humana e paciente. Pensando em contribuir e formar motoristas mais conscientes, cerca de 40 colaboradores da empresa Sorriso de Minas participarão nesta quinta-feira (21), às 08h30 e na sexta-feira (22), às 16h, no Terminal Planalto, do curso vivencial de condução para a segurança com foco nos usuários com deficiência e dificuldade de mobilidade. O curso será ministrado na sede da empresa, na rua Joaquim Leal de Camargos, 560, bairro, Chácaras Tubalina e Quartel.

Segundo o Gerente Geral da empresa Sorriso de Minas, Wagner Augusto de Oliveira, o treinamento será, inicialmente, para os motoristas recém admitidos e, posteriormente será estendido aos demais. “Queremos trazer para os colaboradores a realidade dos nossos clientes e o que eles passam dentro dos veículos. Só assim, conseguirão atender as pessoas como realmente merecem. Afinal, nós transportamos e cuidamos de vida”, afirma o gerente.

 A empresa

A Sorriso de Minas valoriza a capacitação de seus colaboradores, agindo na mudança de habilidades, conhecimento e atitudes diante situações rotineiras, fazendo com que o motorista sinta algumas dificuldades dos clientes e valorize ainda mais a sua profissão. Pois bem, muito louvável a atitude da empresa em oferecer capacitação aos funcionários, mas o meu questionamento é quanto o trabalho dos motoristas, principalmente em horários de pico. Eles terão que contar muito com o “senso humanitário, cívico e solidário” da população/usuários do sistema, porque lamentavelmente, na prática não é assim que “a banda toca”. Os motoristas trabalham sem cobradores, se houver qualquer problema, eles não têm respaldo legal para agir, caso necessário por exemplo, não permitir a entrada de alguém que esteja atrapalhando o andamento do trabalho, às vezes são alvo de deboche, infelizmente. Em casos desta natureza, estes funcionários serão preservados? Porque sabemos que bons e maus profissionais existem em todas as áreas, mas neste caso, durante um atendimento à pessoa com deficiência, alguém desrespeitar, já que eles estão sozinhos, o motorista está sendo preparado, por exemplo, para se encaminhar para um posto policial, sem sofrer alguma sanção? E mais, para que funcione bem, há uma grande necessidade de apoio de todos, até mesmo daqueles que estão sendo atendidos. Entretanto, será que com toda esta preparação, o retorno dos cobradores não seria viável? Aqui é Cássia Bomfim e as minhas expressões.

 

 

*Fonte e fotos: Prelo Comunicação

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