Vidas se foram, sem nenhum motivo

Dor, muita dor. Tristeza, tragédia, luto, mas lamentavelmente, muita hipocrisia. Jovens e trabalhadores assassinados de forma fria, cruel, deprimente. Momentos de comoção misturados com revolta, indignação, medo e fragilidade. Entretanto, como se tudo isto não bastasse, ainda temos de assistir a mais um “show” de horrores por parte de quem deveria se preocupar com a segurança, bem-estar e vida do povo. Políticos, eleitos para representar e trabalhar para melhorar a vida das pessoas, do país, usarem da desgraça alheia para aparecer, como se realmente estivessem se importando com os rumos que a nação está tomando. Usando a tribuna do Congresso para acusarem-se mutuamente, para atacar alguns que ainda tentam reorganizar o Brasil. Parecem mais “raposas, travestidas de cordeiros,” sedentas de sangue, de tragédias, de confusão para aproveitarem e sugar até a última gota. Como mãe, como ser humano, dói ver tanta atrocidade, tanta falsidade e desafio qualquer um deles a se colocar no lugar das famílias das vítimas (embora isto seria impossível, porque filhos deles, jamais estudariam em escolas públicas). Até quando o ego, o egoísmo, a ganância, a arrogância, a falta de hombridade e humanidade vão falar mais alto do que o bem de uma nação, de um povo? O momento é de agregar idéias, valores, ações e não de destruir o que está por um fio. Sabemos que muitos destes “pseudos-falsos brasileiros” (em todos os níveis), nem aqui residem, estão se lixando para o Brasil, mas então deixem em definitivo a nossa terra e vivam como queiram. É necessário e urgente transformações, talvez até drásticas, em alguns setores (educação, saúde, cultura, segurança, área social, etc) para que esta “locomotiva gigante”, chamada Brasil, volte para os trilhos. Parem de usar as tristezas e fatalidades alheias para “subirem” mais degraus na ganância de vocês porque um dia o preço poderá ser pago de dentro da própria casa, aí, não vai adiantar “chorar o leite derramado”. Trabalhem  para o povo que confiou em vocês. Lutem, divirjam idéias, apresentem soluções, entrem em consenso, mas chega de tirar vantagem de tudo e de todos em prol de si mesmos. Hoje pais, mães, filhos, filhas, irmãos, parentes, amigos e pessoas de bem, choram por cada vítima porque sabem que é uma dor sem fim e que poderia ser minha ou sua, esta ferida.

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Foto: Diário de Suzano

O fato

Ataque vitimou cinco estudantes, a coordenadora e a inspetora da Escola Estadual Raul Brasil e o dono de uma loja de carros usados, tio de um dos atiradores. Cinco adolescentes e três adultos morreram em decorrência do ataque a tiros em Suzano, cidade na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, 13. Os atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, primeiro passaram por uma revendedora de carros usados de um tio de Guilherme, Jorge Antonio de Moraes, a primeira vítima da dupla. Em seguida, eles se dirigiram à Escola Estadual Raul Brasil, onde abriam fogo, vitimando cinco alunos, a coordenadora pedagógica e a inspetora da instituição de ensino. Depois, os atiradores se suicidaram. Outras nove pessoas ficaram feridas e estão hospitalizadas em três unidades de saúde da região. Mais cedo, a polícia chegou a divulgar, erroneamente, que estavam entre os mortos os alunos João Vitor Ramos Lemos e Pablo Henrique Rodrigues, mas depois corrigiu as informações.

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Vítimas

ESTUDANTES:
Caio Oliveira, 15 anos
O aluno da Raul Brasil era conhecido por ser estudioso e tinha muitos amigos.

Douglas Murilo Celestino, 16 anos
O estudante chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital de Clínicas Luzia Pinho de Melo. Visto pela família como um garoto bondoso e sem malícia.

Samuel Melquiades Silva Oliveira, 16 anos
O aluno era religioso e dizia à família que queria ser artista plástico.

Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos
Familiares contam que o estudante era quieto e humilde, sempre preocupado com os pais.

Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos
O estudante era bastante ativo nas redes sociais – em seus perfis, as publicações sobre futebol e seu time do coração, o Santos, eram frequentes.

FUNCIONÁRIAS DA ESCOLA:
Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos
A coordenadora pedagógica era conhecida pela comunidade como querida por todos e com forte ligação com os trabalhos da igreja que frequentava.

Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos
Inspetora da escola, era querida pelos alunos.

Dono da loja de carros:
Jorge Antonio de Moraes, 51 anos
O dono da revendedora de carros usados JJV Veículos era conhecido por ser tranquilo e discreto. Era tio de Guilherme Monteiro, um dos atiradores.

*Fonte: Veja – 📷: Reprodução

Atiradores/autores

atiradores suzano

 

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