Biografia

Jornalista por convicção. Sempre acreditei “na força” da linguagem, da expressão e, sobretudo nos sonhos. Vim do interior do nordeste, embora documentalmente, seja uberlandense e não me arrependo disso. Filha adotiva de uma família com pai baiano e mãe paulista e com um nome peculiar: “Bomfim”. Até a grafia é diferente, fora das regras gramaticais (com m antes de F). Estudei em escolas públicas. Comecei a trabalhar aos 14 anos porque sempre acreditei que esta é a melhor e a mais digna forma de conquistar meus objetivos. Como de costume, devido à época, cursei o Magistério. Fiz outros cursos como datilografia, taquigrafia, técnico em auxiliar de escritório, etc. O foco era a qualificação profissional. “Jornalismo” – essa palavra não saía da minha cabeça. Extrovertida, atenta aos noticiários, transferi estes dons para as salas de aula. Prestei concurso na rede municipal e com muito orgulho, trabalhei como professora regente, por mais de cinco anos, com alunos de 5 e 6 anos de idade, além de jovens e adultos no projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Mas ainda me faltava o curso superior. Sem condições financeiras, já que no município ainda não havia o curso de Jornalismo/Comunicação, me vi “obrigada” a escolher outra área e cursei Serviço Social na Faculdade de Serviço Social de Uberlândia (FASSU). Neste período, entre o trabalho e os estudos, pude exercitar minha paixão pela escrita. Criei, me expressei por meio de crônicas e poemas, semanalmente, narrados por Dantas Ruas em emissora de rádio. Durante quatro anos estudei no período noturno, trabalhei e acabei desenvolvendo muitas atividades na área de comunicação. Fui presidente do grêmio estudantil, viajava para encontros e congressos universitários estaduais e foi aí que implantei o primeiro jornal da faculdade. Em 1984 me formei, mas sentia-me perdida, faltava alguma coisa. Estagiei em setores públicos e privados e na área de Segurança Pública: Juizado de Menores. Neste momento tive a oportunidade concreta de me “tornar jornalista/repórter”. Com algumas emissoras de rádio na cidade, arrisquei, fui atrás. Consegui uma chance de demonstrar meu talento na antiga Rádio Visão (na época pertencente ao Grupo Martins). Tive meu primeiro registro em carteira como “pauteira” do Departamento de Jornalismo. Além de rondas diárias, também escrevia e narrava boletins informativos de hora em hora. Mais confiante acompanhando tudo até futebol amador (que não era comum para uma mulher), resolvi alçar…buscar mais e mais. Procurei o diretor de Jornalismo da Rádio Educadora, dirigida por Ary de Castro Santos, afiliada a Rede Bandeirantes. Estava tremendo, coração acelerado, mas determinada. A princípio, o jornalista Neivaldo Silva (Magoo) nem me olhou, mas o que para muitos pode ser sorte, eu chamo de mão de Deus. Ele me fez uma pergunta: “Porque quer ser jornalista? “ Fiz o meu discurso e ele acreditou no meu sonho e me desafiou… Que dia memorável…Pegou minha identidade, me entregou um gravador (de fita cassete) e mandou que eu fizesse entrevistas nas áreas de política, economia, segurança e cotidiano. Tudo isso a pé… e eu, sem pestanejar fui à luta. No final da tarde, lá estava com tudo, absolutamente tudo que havia me comprometido realizar. Entrevistei até o prefeito Virgílio Galassi (com a grande ajuda de Valdir Bonnas). Pronto, fui contratada e a partir daí, trabalhei por quase uma década. Depois disso, meus horizontes foram ampliados. Trabalhei em jornais impressos, revistas, rádios, TVs Paranaíba, Cancella e Comunitária. Entretanto, em um dado momento, fui para São Paulo, alçar voos mais altos. Trabalhei na Rádio Gazeta, da Fundação Cásper Líbero, Rádio CBN e Rádio Bandeirantes (freelancer) e até arrisquei a Folha de São Paulo. Fui entrevistada pelo jornalista e diretor, Otávio Frias, mas não consegui ser aprovada, mas o que parecia uma decepção se tornou um grande aprendizado. Otávio Firas percebeu que a minha “linguagem e escrita” se encaixava para o tablóide NP – Notícia Populares e eu aceitei. Atuei como “foca”, pauteira, repórter de rua e até de futebol profissional. Momento de glória que me proporcionou uma das maiores experiências profissionais. Conheci e trabalhei com Gil Gomes, Afanasio Jazadji e outros inesquecíveis profissionais (Mauro Beting, Solange Serpa, Heródoto Barbeiro, Cristina Coghi, Clodovil, etc,). Na Gazeta tive a oportunidade de participar de debates políticos com personalidades daquela época como Paulo Maluff, Esperidião Amin, Luiza Erundina, José Sarney, Ulysses Guimarães, entre outros. Também conheci muita coisa das lutas sindicais do ABC paulista de Luiz Inácio Lula da Silva, participei de coletivas de imprensa com grandes empresários como Mário Amato, Paulo Skaf, etc. Vivi momentos inesquecíveis como a visita da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher ao Brasil, em 1987, o velório de Ayrton Senna, em 1994. Em 1995, por questões pessoais, retornei para Uberlândia. Com as dificuldades do mercado acabei me desviando temporariamente da área. Fui garçonete, motorista de táxi, locutora de feira agropecuária, animadora de palco e também voluntária no Hospital do Câncer. Em pouco tempo retornei ao palco da comunicação como assessora de imprensa na Câmara Municipal, Prefeitura, Sindicatos, empresas de assessoria, fiz alguns jornais de bairro, enfim, voltei. Até que um dia conheci (na verdade eu fui atrás dele) Everton Machado, diretor geral da TV Vitoriosa. Pedi uma oportunidade em um programa policial. Apesar de algumas resistências por parte de colegas, ele acreditou, confiou no meu potencial e a partir daí começou uma nova fase na minha vida profissional. Entrei na emissora em 2006 contratada como repórter. Aprendi muito e também tive a chance de ensinar. Na “casa” já trabalhei como editora e produtora e cheguei a chefe de redação e coordenadora de jornalismo (temporariamente), mas foi em 2010 que recebi um dos melhores presentes: apresentar um programa policial em horário nobre. Nasceu o “No Foco da Notícia”. Com o apoio da direção e trabalho das equipes, o programa ficou no ar até outubro de 2017. Continuei como coordenadora de Jornalismo. Nesse mesmo período me aposentei, mas me propus a dar continuidade ao trabalho. Em janeiro de 2018 fiz uma cirurgia e me afastei temporariamente. Minha história com a TV Vitoriosa ainda continua. Ressignifiquei alguns valores em minha vida. A comunicação está “na veia” e estamos vivendo um ápice de oportunidades mercadológicas e tecnológicas que a era digital nos proporciona, decidi enfrentar mais esse desafio para permanecer como sempre gostei de estar, à frente do meu tempo. Para que eu possa interagir, expressar, informar e me relacionar com todos vocês que sempre me acompanharam resolvi estar presente também na mídia digital. Assim vamos oferecer um conteúdo diversificado de notícias, cultura, entretenimento, oportunidades e muito mais. E claro, com aquele toque peculiar de Cássia Bomfim. Para isso, durante todos esses meses, eu e um casal de amigos Marcos Pitanga e Edilãine Queiroz, que tem ampla experiência e sagacidade, desenvolvemos um projeto que hoje se torna realidade. Estarei presente em vários canais de comunicação digital: Site e blog, Fanpage, Instagram e Twitter. Para a comodidade no acesso criamos o aplicativo Expressões que oferece informação e utilidade pública, além de todos os conteúdos presentes no site. Também nos preocupamos com o social e por isso vamos oportunizar que esse tipo de trabalho seja realizado através do “Grupo Solidário – Cassia Bomfim” disponibilizado no Facebook onde qualquer membro poderá ajudar e ser ajudado.

Ao longo dos anos “apanhamos e também batemos”. Por mais que isso pareça estranho é verdadeiro. Mas para mim, os maiores e melhores ensinamentos da vida são o amor e a gratidão. Primeiro agradeço a Deus e aos meus amores (Valtimer e Thayná) e também:

  • Neivaldo Silva – Magoo
  • Alaor Barbosa
  • Ademir Reis
  • Alberto Gomide
  • Orlei Moreira
  • Noel Arantes
  • J Nilson
  • Agenor Simão – Capitão Charqueada – in memorian
  • Ruth Rocha – in memorian
  • Dolores Mendes
  • Márcio Alvarenga
  • Luiz Fernando Quirino – in memorian
  • Ivan Santos
  • Everton Machado
  • Amarildo Maciel
  • Pedro Popó
  • Marcos Maracanã
  • Cristina Gonçalves
  • Raquel Diniz
  • Jairo Silva
  • Eliane Moreira
  • André Silva
  • Marcos Pitanga
  • Edilãine Queiroz
  • Corporações: Polícias Civil,Militar,Federal,Rodoviária Estadual e Federal,Corpo de Bombeiros e Judiciário.

“Obrigada a todas as pessoas que contribuíram para meu sucesso e para meu crescimento como pessoa. Sou o resultado da confiança e da força de cada um de vocês.”   Augusto Branco